Ter profundidade em três áreas tornava-te incontratável. A IA mudou isso
Pelos padrões de RH, eu era “incontratável”. Demasiados interesses. Demasiadas disciplinas.
A IA acabou de mudar isso.
Durante décadas, o desenho organizacional assentou num pressuposto que o taylorismo também abraçou: uma pessoa, uma especialidade. Ter profundidade em três áreas parecia falta de foco. Por isso, as empresas otimizaram dentro de silos. O custo ficava entre eles.
Esse custo é agora o gargalo.
A IA faz desabar o custo de execução dentro de uma disciplina. O que não consegue é decidir que problema importa, avaliar se o resultado é mesmo bom, ou traduzir entre a realidade confusa de um cliente e três domínios técnicos diferentes. Esse trabalho fica entre especialidades e exige profundidade em cada uma.
Quem consegue fazer isto assume os problemas de ponta a ponta. Fala com o cliente, desenha a solução, desenvolve-a com IA e dá a cara pelo resultado. É o que os empreendedores sempre fizeram. Agora as empresas precisam disso cá dentro.
Começou a era do intraempreendedor de IA.
E, de repente, o meu perfil é contratável.
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